Cultos

Venham visitar nos visitar e sejam edificados!

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Cultos

Sejam abençoados com os cultos que ocorrem nos dias de quintas, sábados e domingos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

A "fórmula para o sucesso"...

     Igrejas, empresas, famílias, organizações filantrópicas. Não importa de que natureza são as organizações sociais no século XXI, cada um está em busca da Fórmula para o Sucesso. Não é incomum encontrarmos livros, apostilas, pregações e seminários que tratam dos assuntos com maestria. Nossos olhos brilham. Pensamos: "Não há mais como dar errado! Dessa vez as coisas vão andar" e, no final, tudo desanda novamente. O que será que aconteceu? Será que não fizemos de acordo com a receita?


     A resposta já havia sido dada há mais de dois mil anos atrás! O que? Um novo modelo? Uma nova visão? Com certeza não. Na verdade é o que existe de mais antigo, de mais simples e que menos se parece com  um modelo ou visão do século XXI. Encontramos em dois evangelhos no Novo Testamento. Me valerei por agora do Evangelho segundo Lucas (Lucas 6.46-49), porém não entenda como uma nova "receita de bolo"...

    Parece ser o último tópico de sua palestra naquele dia, antes de curar o servo de um centurião em Cafarnaum...


     Jesus inicia dizendo: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6.46).

Creio que a primeira atitude de alguém que se aproxima de Cristo e o chama de Senhor deve ser a pura obediência à Palavra de Deus, pois Ele é a própria Palavra de Deus encarnada, expressa de forma humana. Num mundo onde a verdade se tornou relativa é muito comum encontrarmos quem adere a religião cristã, porém não aceita o absoluto da Verdade. Em nada está disposto a se submeter completamente ao que Cristo diz no que se refere a sua vida pessoal, seus relacionamentos, suas práticas, etc. Se Cristo não é de fato o Senhor, creio que de nada adianta se valer de seus conselhos, até porque em algum momento poderão parecer relativos e serão facilmente modificados ou até substituídos por algo mais moderno.


"Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala, e pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a enchente, bateu com ímpeto a torrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a torrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa(Lucas 6:47-49).

     É incrível a ordem como Lucas está narrando o discurso de Cristo a seus discípulos! Primeiramente, observe que Jesus deixa claro que está se referindo às SUAS PALAVRAS, e não às de qualquer outro.
     Em segundo lugar, podemos perceber em suas palavras que há atitudes e fenômenos que foram comuns aos dois indivíduos de sua comparação. Ambos vêm a Cristo, ambos ouvem e ambos constroem uma casa. Sobre ambos veio uma enchente e bateu com ímpeto contra suas casas e foi aí que as diferenças se manifestaram. Uma caiu, porém outra ficou de pé.

     E qual foi o segredo? O segredo é que não houve segredo! Pelo contrário, uma disposição de coração bem visível da parte dos dois construtores pôde ser percebida. Um claramente valorizava muito SEU TEMPO e, na pressa de obter resultados ou talvez de simplesmente possuir uma casa, tomou seus tijolinhos, fez sua massa e começou a construir sobre o chão em que pisava. O outro parecia não confiar no chão em que pisava, por isso cavou, abriu profunda vala na terra e colocou os alicerces sobre a rocha.
     Com certeza esse homem desejava o mesmo que o outro: construir sua casa. Porém não hesitou gastar seu precioso tempo cavando, lançando os alicerces e construindo tijolo por tijolo, colocando tudo no prumo, pois sabia que sua vida e a de sua família estaria estabelecida sobre aquela casa.

MAS O QUE SERIA A ROCHA?

     O que o Senhor está dizendo parece bem claro, ainda que muitos de nós não compreendamos. O que representaria essa Rocha? Muitos, numa atitude piedosa logo a associam a Cristo, à Palavra de Deus. Mas pare por um momento e pense no que Cristo estava realmente dizendo. Ele disse que os dois ouviram a mesma palavra. Os dois ouviram a Cristo, a própria Palavra de Deus. Se a Rocha de sua metáfora estive associada objetivamente à Palavra de Deus, ambas as casas haveriam permanecido de pé. No entanto uma delas caiu. O problema estava na Palavra? De maneira nenhuma!
     Sabemos que a diferença clara na edificação das duas casas de sua metáfora está na construção sobre a rocha. Da mesma forma, a diferença clara entre os dois homens a que Cristo se refere está na prática da Palavra. Ao iniciar a metáfora, Cristo diz: "Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante". E começa pelo homem que construiu a sua casa sobre a rocha. Então o que seria a Rocha senão a própria prática da Palavra? A fé não pode ser a rocha nesse sentido. Poderíamos concebê-la como um alicerce constituído de princípios que precisam estar estabelecidos, bem firmados, não somente em nossa mente e coração, mas principalmente na rocha da Prática.

A QUE PALAVRAS CRISTO SE REFERIA?

     Mas a que Palavra Jesus se referia? Qual seria, senão a própria Palavra de Deus? Jesus não discordava de Moisés e dos profetas. Suas palavras eram ensinamentos simples sobre como viver os conselhos de Deus - a Torá e os Profetas - na vida prática (Marcos 12.28-34; I João 2.7).

A PRÁTICA DA PALAVRA

A PRATICA DA PALAVRA E O NOVO NASCIMENTO

     O Apóstolo João, em I João 2.29 e 3.10 associa diretamente a prática da justiça ao novo nascimento, não porém como causa, mas como consequência. Praticamos a justiça, não para sermos salvos, mas porque FOMOS SALVOS!

A PRÁTICA DA PALAVRA E A MATURIDADE

     O Autor de Hebreus diz que: "O alimento sólido é para os maduros (adultos)" e ele identifica esses maduros: "para aqueles que, pela prática, têm suas faculdades exercitadas para discernir, não somente o bem, mas também o mal" (Hebreus 5.14). E não podemos ignorar que é propósito de Deus que cresçamos, que sejamos maduros e cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus Deus, ao estado de homem feito (maduro), à medida da estatura da plenitude de Cristo (Efésios 4.13). Isto, porém, como observamos na carta aos Hebreus, só se dá à medida que experimentamos a Palavra em nossa experiência de vida prática.

A PRÁTICA DA PALAVRA E A ESPIRITUALIDADE CRISTÃ

A FÉ SEM OBRAS É MORTA

     O Apóstolo Tiago, irmão de Jesus, em sua época já havia analisado a prática da espiritualidade de seus contemporâneos e percebido que, como hoje, havia muita fé, muitas palavras, porém a análise da prática o levou a dizer em sua carta que "assim como o corpo sem espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta" (Tiago 2.26).

A PRÁTICA DA PALAVRA E A CONSTITUIÇÃO DO HOMEM

    No capítulo anterior o apóstolo nos exorta a sermos "cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como era. Entretanto aquele que atenta bem para a lei perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas executor da obra, este será bem-aventurado no que fizer" (Tiago 1:22-25). Tiago estava logicamente acompanhando o raciocínio de Jesus no texto de Lucas 6, porém traz algo novo a nossa compreensão: Aquele que ouve é semelhante a um homem que se contempla no espelho. Tiago está dizendo que, quando ouvimos a Palavra de Deus, contemplamos nosso próprio rosto. Sabemos que, segundo as Escrituras, fomos criados pela Palavra de Deus (João 1.3), dela viemos e por ela fomos formados do pó da terra. Quando ouvimos a Palavra, nosso ser, criado em justiça e perfeição, é confrontado com a realidade daquilo que deveria ser para glorificar a Deus em sua existência. Ao negligenciar a prática dessa realidade, o homem que procura construir uma espiritualidade está fadando sua própria vida ao fracasso. Na verdade, qualquer espiritualidade alheia à Palavra de Deus, à fé que Deus proporciona e à prática dessa Palavra pela fé, conduzirá o homem à ruína.

A PRÁTICA DA PALAVRA E A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE

     Tiago salienta no capítulo 2, em que fala diretamente a cristãos, que nem mesmo no contexto de uma espiritualidade cristã, a fé separadamente da prática está morta: "Também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem" (Tiago 2:17-19). Tiago conclui dizendo que a diferença entre a espiritualidade dos demônios (risos), dos gnósticos, de cada religioso de sua época -  inclusive os cristãos -, em comparação com a verdadeira religião (Tiago 1.27), com a verdadeira espiritualidade que Cristo havia ensinado, estava na Prática. A prática simples de coisas simples que dizem respeito a cada área da existência humana.

CONCLUSÃO
A Palavra de Deus é maravilhosa! Ouvi-la, meditar nela, compreendê-la é realmente maravilhoso. Ela ilumina nossos caminhos (Salmos 119.105) , renova nossa mente (Romanos 12.2), nos lava de forma eficaz (João 15.3) e nos providencia a fé (Romanos 10.17). A fé é importantíssima, nos é concedida por Deus (Romanos 12.3) e é o alicerce para a construção de nossa espiritualidade. Porém, se antes da construção de nossa espiritualidade, de nossa religião, de nosso estilo de vida cristã, não cavarmos profundamente até que encontremos a rocha na qual firmar nossos alicerces, a prática cotidiana, a experiência que nos faz amadurecer... seremos como o bronze que soa, como o sino que retine. Barulho de lata vazia! Só faremos barulho: teorias e métodos que, separados da Palavra de Deus e da prática da mesma, somente servirão de base para a própria soberba de ter feito algo por si mesmo, não como escravo de Cristo, o que resultará na arrogância de julgar o próximo. Mas a prática da Palavra, a Rocha, na qual devemos construir nossa espiritualidade, se resume no amor, primeiramente a Deus sobre todas as coisas (adoração, devoção, reverência, oração, jejuns, etc.), o que afetará diretamente a relação consigo mesmo (fé, esperança, amor, consciência, intuição, responsabilidade, sabedoria, perdão, perseverança, diligência, inteligência) e para com o próximo (hospitalidade, respeito, compaixão, perdão, assistência, comunicação, afeto, misericórdia).

Deus abençoe a cada um.
Soli Deo Gloria!

J.M.S.Júnior.